Não nos será alheio percebermos uma apatia e uma descrença da juventude na relação que têm com a política.
E contraditório se torna quando a política é, ainda, considerada imprescindível para a conquista de uma melhor qualidade de vida e para a garantia de direitos dos cidadãos. Estarão os jovens afastados disto?
Obviamente que não ignoro a fama que os nossos políticos gozam, certamente baseada nas más práticas e escândalos que vão preenchendo as notícias do dia-a-dia. Mas não podemos deixar-nos confundir nesta trama que nos parece afastar do essencial.
A política é muito mais que isso. A política vai muito para além dos partidos. A política deve conduzir a uma vida em sociedade com liberdade e respeito, deve regular o modo em que vivemos, e permitir igualdade de oportunidades numa sociedade que se quer mais justa. Por conseguinte, a política não é um fim, é um meio.
Tal como já referi, compreendo que os políticos de hoje não gozem da melhor fama, mas não deve ser este o argumento para a não participação. Todos os dias reclamamos que a sociedade não é justa, que para tudo são sempre os mesmos, mas quando somos chamados a participar, desviamos o olhar e esperamos que a onda passe.
Ser Jovem também é, com a irreverência que a idade permite, assumir os destinos da sociedade que a todos diz respeito.
Quero por isso, neste Dia Internacional da Juventude, desafiar todos os jovens à participação. Não se limitem no dia das eleições a fazer uma cruz ou, na pior das hipóteses, a ficar em casa. É essencial que se informem, que conheçam as propostas e percebam se os candidatos permitem a participação do cidadão, e se estes têm a capacidade para ouvir as tuas sugestões.
Só com a participação activa de todos poderemos construir uma sociedade melhor.
Só com uma participação responsável poderemos construir uma nova prática na política.
Ninguém está dispensado! Por isso, toca a participar...


1 comentário:
A abstenção é mesmo o pior inimigo da mudança - e todos sabem que a política nacional bem precisa de umas caras novas para se refrescar.
Estar no poder muito tempo ajuda a executar um plano eleitoral, mas também à criação de vícios. Por isso, força e parabéns pela coragem.
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